Meu filho não sai das telas. O que fazer?

 


Um sinal de vício em tela, é quando a criança ou adolescente manifesta preocupação excessiva em estar com o celular, computador ou dispositivo com tela. Quando privadas de seu aparelho, manifestam irritabilidade, desânimo ou sintomas de ansiedade.

Quando identificado o vício em tela, a situação deve ser tratada com respeito e empatia.

Não é recomendado tomar o aparelho da criança/adolescente e proibir bruscamente o uso, pois a falta repentina do mesmo resultará em abstinência que provoca sintomas físicos e psicológicos, como é comum nos vícios.

Embora para a família o momento seja propício para se autoavaliar quanto ao exemplo que estão dando e a capacidade de impor limites, não é a hora de agir impulsividade. 

Crianças e adolescentes, claro, precisam de limites e no caso do vício em tela, o estabelecimento deste limites quanto ao uso do aparelho, depois do vício instalado, deve ser gradual.

O primeiro passo pode ser o de estabelecer períodos com tempo limitado para o uso de telas, que deve ser supervisionado para garantir segurança e prevenir a ocorrência de crimes e violências.

Para amenizar a angústia e o desconforto, gradualmente, o tempo de uso de telas deve ser reduzido. Cabe oferecer atividades alternativas à criança ou ao adolescente a partir de suas afinidades.

Vale ressaltar que assim como o vício em tela pode gerar problemas emocionais, pode ocorrer o inverso, ou seja, os problemas emocionais por vezes acabam sendo responsáveis pelo vício em tela. Estar em contato e estabelecer diálogo com as crianças e adolescentes, é um caminho para o cuidado e gestão das emoções.

A psicoterapia pode ajudar no enfrentamento ao vício em tela.

Crianças e adolescentes por estarem em estágio de desenvolvimento, não possuem maturação cerebral e apresentam comumente dificuldades para regular as emoções e até limitações para se expressar.

O psicólogo através da sua escuta qualificada e de técnicas, pode auxiliar para o desenvolvimento de inteligência emocional e no fortalecimento do diálogo entre a família.


Janaina Andrade dos Anjos 

Psicóloga | Neuropsicóloga 

CRP 10 03392